Clique Alimentos: um serviço gratuito de doação

Uma proposta muito interessante para aproximar as empresas e cidadãos comuns em prol da doação de alimentos para famílias carentes vem sendo apresentada pelo Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul. Através da campanha “Clique Alimentos”, a entidade já conseguiu arrecadar e distribuir mais de 1,5 milhões de quilos de alimentos por mais de 16 cidades do próprio estado e também do Rio de Janeiro.

O site da campanha possibilita o internauta a escolher uma cidade, escolher uma empresa,  clicar no botão ao lado “Clique e doe” e pronto. O seu clique é gratuito, pois uma das 152 empresas patrocinadoras fazem a doação por você, tendo em troca as suas marcas expostas como parceiras do site.

A proposta é inovadora e vez se mostrando muito eficiente nos seus dois anos de existência. As famílias recebem os alimentos através das 730 entidades cadastradas no programa do próprio Banco de Alimentos RS, e as empresas podem facilmente se cadastrarem pelo site da campanha. Cada clique (doação) pode ser feito a cada quinze minutos e o doador pode optar também pelo modo randômico, onde o “Clique Alimentos” identificará as instituições mais necessitadas no momento e direcionará um quilo de alimentos diretamente para a mesma.

Faça parte dessa corrente e compartilhe a notícia com seus amigos, pois com apenas um clique você pode melhorar a condição de vida de muitas pessoas. Acesse aqui o site!

“Arrastão contra a fome” em Uberlândia

O Comitê de Sustentabilidade, em parceria com a Prefeitura de Uberlândia e com outras diversas empresas e entidades da cidade, realizará nesse final de ano, como braço da campanha “Natal para Todos”, um verdadeiro “Arrastão contra a fome”. Uma série de eventos e atividades terão como objetivo arrecadar cestas básicas e brinquedos para serem distribuidos à população carente da região.

A campanha busca atrair empresas e pessoas físicas dos arredores do Triângulo Mineiro para que possam fazer doações materiais ou em forma de horas de trabalho. Isto é, o site do “Arrastão contra a fome” permite que o empreendedor cadastre sua empresa para que seus funcionários possam doar parte do salário, o qual receberiam por determinadas horas de trabalho que desejem reverter em doações, ou que um indivíduo adquira um vale cesta básica no valor de R$25 na loja Cocal Alimentos até dia 15 de dezembro, que encaminhará a doação diretamente para o Comitê.

Os alimentos e brinquedos também podem ser deixados na sede da Aciub, Associação Comercial e Industrial de Uberlândia, que fica na Avenida Vasconcelos Costa, 1.500, antes do dia 18 de dezembro, quando será realizada um festa para a distribuição das doações no estacionamento do Parque do Sabiá. O evento ainda contará com shows de vários artistas.

Outra data importante é dia 4 de dezembro, quando o Comitê realizarrá uma série de gincanas com o intuito de arrecadar fundos e materias para a elaboração de ainda mais cestas básicas.

O “Arrastão contra a fome” pretende distribuir 10 mil cestas básicas e 30 mil brinquedos para as famílias sem condições de vida da cidade, e espera com a contribuição de todos que se sintam sensibilizados por essa causa tão relevante na luta contra a fome no Brasil.

Se você quiser fazer parte da campanha, acesse o site e contribua!

Responsabilidade social levada a sério em empresa de artigos religiosos

Muitas empresas, não satisfeitas em proporcionar um agradável clima organizacional para seus funcionários e contribuir para o desenvolvimento do meio ambiente e da comunidade em que realizam suas atividades, buscam as instituições filantrópicas para fazer doações e retribuir dessa forma os bens que a sociedade lhe proporciona.Essas instituições, por sua vez, são responsáveis por repassar esses recursos para os necessitados e muitas vezes também desenvolvem projetos que visam a melhoria da educação e da saúde dessas pessoas. Um bom exemplo é o caso da parceria entre a Cruz Terra Santa e a Associação Amigos do Amor Maior.

A Cruz Terra Santa é uma loja de artigos religiosos católicos e que dirige parte de suas vendas para entidade filantrópica Associação Amigos do Amor Maior. Juntas, elas são capazes de ajudar dezenas de crianças com câncer em tratamento, assim como investir na alfabetização e formação básica de jovens e adolescentes carentes que precisam desse apoio para que no futuro possam ter oportunidades de mudar o rumo de suas vidas.

Ações como essa estão acima da boa imagem de qualquer organização, e é o que chamamos de responsábilidade social levada a sério.

Faça você também a sua parte!

Filantropia e responsabilidade social: há diferença?

Quando falamos em filantropia, muitos pensam em trabalhos voluntários, ajuda ao próximo, entre outras boas ações. Mas o termo tem muitas variantes e sofreu diversas transformações durante o tempo, sendo adaptado para o mundo coorporativo e sendo digno de certificações e aprovações jurídicas nos dias de hoje.

A palavra surgiu na Grécia com o significado de “amor à humanidade”, e seu significado era muito semelhante a palavra “caridade” usada pelos cristãos. Trabalhar ou doar para organizações de ajuda humanitária, assim como organizações não governamentais sem fins lucrativos e todo tipo de atividade que visasse o bem estar e a integridade dos outros seres e da natureza eram consideras atos filantrópicos.

Entretanto, a partir da década de 60, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, setores das sociedade começaram a cobrar das grandes empresas uma postura de maior responsabilidade social, de contribuição e de transparência para com seus clientes e funcionários, dando origem a uma série de medidas e institucionalizações que permitiriam um controle mais rígido sobre as atividades desenvolvidas pelas empresas em relação à sua imagem pública, o que acabou repercurtindo até nas condições trabalhistas em si.

Mas espere um instante: não confunda responsabilidade social com filantropia. Esses conceitos caminharam para sentidos diferentes no final do século XX, e inclusive essa confusão acaba beneficiando organizações mal intensionadas na busca por vender sua imagem de politicamente correta. O primeiro se refere a algo mais amplo, é contribuir com o desenvolvimento e qualidade de vida de seus funcionários, suas famílias e a comunidade em geral, respeitando o meio ambiente a sua volta e de alguma forma retribuindo o que a sociedade lhe oferece. Já o segundo, consiste em uma doação continuada de dinheiro ou bens a uma pessoa ou instituição que os direcione para causas sociais.

Além do mais, para a filantropia existe a lei que emite, quando comprovados os atos filantrópicos por três anos sem distribuição de lucros e sem remuneração dos dirigentes para o Ministério resposável pela área de atuação (podendo ser o da Saúde, o de Educação e Cultura ou o do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), a certificação de entidade de assistência social, que confere às organizações a isenção do recolhimento das contribuições para a seguridade social.

Contribua com as entidades filantrópicas e também não deixe de se envolver com as questões da sua comunidade, pois isso sim é responsabilidade social e o melhor caminho para melhorar a qualidade de vida de todos.

Retrato da fome no Brasil: uma questão de conscientização

O Brasil, com seu vasto território e diversos tipos de manifestações culturais e regionais, ainda sofre com grandes problemas como a desigualdade social, a má distribuição de renda, terras e de carga tributária. A fome no Brasil é um problema grave.

Somadas as disparidades entre a vida rural, que abrange cerca de 16% da população, e a urbana, com os outros 84%, juntamente com os acessos aos meios de produção e mesmo a expectativa de trabalho e vida, o país vira um verdadeiro quebra-cabeça e fica cada vez mais difícil de se identificar a fonte de seus problemas.

Com a fome, no Brasil, não é diferente. Muitas ONGs que ajudam a erradicar esse problema indicam que sua fonte, ao menos nos dias atuais, é o grande desperdício de alimentos que praticamos diariamente, desde as grandes redes de supermercados até dentro de casa. Segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), o Brasil produz 25,7% a mais de comida necessária para alimentar todos os seus habitantes, o que porém, devido ao desperdício de mais de 26 milhões de toneladas ao ano, não se concretiza.

A ONU, por outro lado, em seu dossiê sobre a situação da fome no Brasil emitido no ano passado, analisa que as principais causas desse impasse são mais profundas e que só poderão ser solucionadas por meio de grandes reformas estruturais de distribuição de renda e de terras no país. Ainda aponta que o governo está trabalhando demasiadamente com as consequências, como medidas de curto prazo e programas de assistência social como o Bolsa Família, que poderão ser até mesmo um agravante para o estado em que nos encontramos a longo prazo.

De qualquer forma, cabe a cada um de nós fazermos a nossa parte, não só reividicando nossos direitos, mas nos concientizando dos excessos que presenciamos no nosso dia a dia e convertendo-os em doações. Procure instituições de confiança e conheça o trabalho de cada uma delas. Se cada um de nós faz a sua parte, nós podemos fazer a diferença.